Postado por Ligia Galvão
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FERROVIAS
Os processos e padrões sociais da mídia retratam os diversos novos dispositivos de comunicação, que foi chamada com certo exagero “a revolução da mídia do século XX”.
Iniciando com as ferrovias, pois com elas definiram o padrão de muitas coisas na arte, na literatura, na tecnologia, economia, política e administração. Apesar de que suas primeiras ferrovias foram feitas de forma precária e barata. Com isso houve um momento muito dramático das ferrovias norte-americana, que foi o marco dourado no chão, onde duas locomotivas se encontrariam, concretizando a primeira estrada transcontinental e houve comemoração que foi divulgada através de uma fotográfica de A.J. Russel, que somente circulou um mês depois do evento em forma de xilogravura.
Chicago tornou-se o maior centro ferroviário mundial com grande locomotiva que transportaria milhares de pessoas até a cidade. E com a chegada da ferrovia, o poeta Walt Whit chamou a ferrovia de realização dos sonhos de Colombo.
Na era do vapor as ferrovias não só demonstraram grande velocidade, como grande demanda por carvão e ferros, baixos custos, desenvolvimento, empregos em indústrias e novas comunidades.
*NAVIOS
Se as ferrovias foram descritas como “o ponto máximo alcançado pela civilização européia”, o mesmo foi dito sobre os navios a vapor. A estafante travessia do Atlântico tinha se tornado mais rápido com vapor. Sendo que o primeiro barco a fazer uma viagem oceânica navegou por mais de 20km em 1809. E vinte anos mais tarde um navio britânico a vapor completou a viagem em 18 dias e 10 horas. Após isso foram construídos vários outros navios até chegarem à construção do primeiro navio feito de aço e também o primeiro a ter luz elétrica.
Os franceses acreditam que, com a ligação entre os mares, à indústria e as comunicações poderiam transformar a história. Com a energia a vapor dando lugar a eletricidade e com “a mídia” no centro da atividade, as ruas começaram a ter luz elétrica antes das casas.
*CORREIOS
As ferrovias e os navios não transportavam somente pessoas e mercadorias, mas também cartas e cartões postais, um modo indispensável de comunicação, tanto nacional quanto internacional. E isso seria mais um estímulo para as pessoas aprenderem a ler e escrever. Depois passaram a enviar as cartas por carruagens e assim encurtar o tempo de viagem.
*TELÉGRAFOS
A telegrafia foi o primeiro grande avanço da área de eletricidade. O desenvolvimento do telégrafo estava intimamente associado ao desenvolvimento das ferrovias – método instantâneo de sinalização era necessário em linhas simples – embora houvesse alguns fios telegráficos que seguiam trilhos, não de ferrovias, mas de canais. Como os canais, ferrovias e ligações oceânicas, também o telégrafo ligou mercados nacionais e internacionais, como bolsas de valores e outras mercadorias (peixe, algodão e etc).
E com isso aumentou também a velocidade da transmissão de informações, pública e privada; local e regional; nacional e imperial; e isso foi seu efeito mais significativo. E as principais invenções na telegrafia e em vários países, não havia um inventor único.
*TELEFONE
O telefone tornou-se um instrumento de comunicação pública e privada.
Em 1876, alguns sugeriram que “não havia necessidade de telefone; a sociedade sempre passou bem sem ele”. O comentário jamais poderia ter sido feito sobre o telégrafo, era enganoso. No início foi recebido com receios e logo o telefone viria a se tornar uma “necessidade” para muitos, no trabalho e em casa e mais tarde surge o celular.
Bell havia concebido a idéia de transmitir sons orais por ondas elétricas, também o ensinamento da fala para surdos e idealizou um aparelho modelando a estrutura do ouvido.
No início a comunicação era só em um sentido e os primeiros prospectos de Bell afirmavam que “o telefone realmente fala e por isso poderá ser utilizado para quase todo objetivo no qual a palavra seja empregada”. Durante os primeiros anos muitos associavam o telefone ao entretenimento para audiências dispersas é a comunicação ponto a ponto entre indivíduos. Somente porque o telefone deve figurar mais importância que o telégrafo na pré-história.
Os primeiros assinantes de telefones recebiam longos fios flexíveis e dois fones de ouvidos e através do telefone poderiam ouvir programas diários, com notícias, jornais, palestras, esportes e até programas infantis.
Embora o sistema telefônico fosse diferente do telegráfico, o governo britânico decidiu por lei que o telefone era um telégrafo.
Que mentiras horríveis pelo fio elétrico
São lançadas! Que falsidades trazem seus choques!
Ah! É melhor ficar com o fato, que, em comparação,
Se arrasta pelo correio, tão lento,
Do que com a falsa calma que, como os relâmpagos, salta
E nos faz acreditar no que não é.
No entanto, havia uma concordância de que os telefones eram os “aliados da imprensa”. No caso dos EUA, estavam mais adiantados que os demais países na distribuição de telefones, vejamos abaixo:
EUA – 1 tel. – 60 pessoas
Suécia – 1 tel. – 215 pessoas
França – 1 tel. – 1.216 pessoas
Rússia – 1 tel. – 6.958 pessoas
terça-feira, 30 de outubro de 2007
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